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quinta-feira, 27 de novembro de 2014


Mesmo hoje em dia, dirigentes de Flamengo, São Paulo e Sport ocasionalmente trocam bravatas ou ações na Justiça por causa da Taça das Bolinhas, troféu antigamente entregue ao campeão brasileiro de futebol. Mas, numa época em que a peça ainda não tinha esse status de polêmica, um zagueiro precisou de bravura para defendê-la, ficando quase nu em campo para salvar a famosa armação de metal.

Estevam Soares era o capitão do Sport em 1987 e foi o responsável por erguer a Taça das Bolinhas na conquista do Brasileiro contra o Guarani, após o abandono de Flamengo e Inter da disputa. O campo da Ilha do Retiro foi invadido por torcedores eufóricos, sendo que muitos deles queriam interagir de qualquer maneira com o troféu do primeiro título nacional do time de Recife. Foi aí que o ex-zagueiro precisou agir.

"Hoje existe uma segurança muito grande, os repórteres não entram nem em campo. Quando o time é campeão, monta-se um pódio. Antigamente a torcida invadia e te depenava", relata Estevam, hoje técnico com passagem por grandes times do país.

"Foi uma coisa só minha. Começou a volta olímpica, a torcida veio junto, povão animado, era campeão brasileiro. Pegavam na taça, e eu não largava. Eu estava cansado, 90 minutos de jogo, foi desgastante, mas não largava. Se eu largasse, a taça não estaria aí para contar história. Acho que fiz mais sacrifício para segurar ela do que para jogar 90 minutos. Ficavam uns dois ou três puxando camisa, outro calção. Fiquei só de sunga no final. Era cotovelada num, cotovelada em outro, mas consegui segurar. Ela poderia estar derretida hoje", descreve o episódio, com bom humor.

Esta partida final do conturbado Brasileiro de 1987 aconteceu somente no ano seguinte, em 7 de fevereiro de 1988. Depois de um empate em Campinas, o Sport definiu a conquista do quadrangular final com uma vitória por 1 a 0, com gol de Marco Antônio.  

O Sport ganhou o módulo amarelo da Copa União sob o comando do então novato técnico Emerson Leão. No entanto, Jair Picerni foi o treinador no quadrangular decisivo, quando Flamengo e Inter perderam por WO, ou seja, não apareceram para jogar [explicamos a confusão em tabela no fim do texto].

"O Jair (Picerni) fazia o treino no sábado cedo e depois liberava. A gente já sabia que eles não viriam. Era para a gente se apresentar na Ilha umas 3h ou 4h da tarde. Ia todo mundo para a praia de Boa Viagem, com a família, namorada ou sozinho mesmo. Estava um sol daqueles, era começo de ano. Todo mundo tomando cerveja. E o pessoal chegou meio 'quente' no primeiro jogo. O juiz dava a saída, e a gente ganhava por WO. No outro jogo, vieram mais 'quente' ainda. Eu falei: 'rapaziada, e se eles tiverem se concentrado de surpresa em Sergipe e vierem jogar?'. Mas não tiveram jogos e acabou na decisão Guarani x Sport", relembra o ex-capitão sobre o inusitado desfecho de torneio.

Estreia como profissional aos 17 anos (marcando Pelé)

Revelado pelo Guarani, Estevam Soares estreou em 1974 em um jogo com o Santos no Pacaembu. A missão do novato de apenas 17 anos seria simplesmente marcar Pelé. Foi uma tarde de valioso aprendizado para o zagueiro iniciante.

"Chegamos ao Pacaembu, eu subi para ver o campo. Um companheiro chegou e me disse: 'toma cuidado para levantar o pé contra ele. O Pelé chega de sola e quebra a perna do jogador'. Psicologia era zero. Mas depois da primeira dividida, uns 10 minutos, ele chegou para mim: 'ô, garoto, cuidado que você não sabe bater'. Eu falei: 'o senhor está certo'. Aí eles fizeram 1 a 0, 2 a 0. No fim, o Carlos Alberto Torres cruzou, e eu subi. Mas o Pelé subiu mais alto e tocou de cabeça. Ele me falou: 'garoto, quando a bola estiver no fundo, não olha para ela. Olha para o atacante na área'. Eu falei de novo: 'muito obrigado, o senhor está certo'. No fim do jogo fiquei com a camisa dele, guardo até hoje", conta o ex-bugrino sobre a reverência ao rei.

Anos mais tarde, o zagueiro enfrentou uma grave fratura na tíbia, numa partida amadora, e ficou mais de um ano fora de atividade. Mesmo assim, Estevam conseguiu voltar e integrou o elenco do São Paulo que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1977 [ficou fora da partida do título, por suspensão]. O defensor também passou por Portuguesa, Bahia, Vitória, Ponte Preta, entre outros clubes.

Técnico de times de ponta e saída polêmica do Palmeiras

Como técnico, Estevam Soares tem como trabalho mais reconhecido a passagem pelo Palmeiras, entre 2004 e 2005. Também chegou a liderar o Brasileiro de 2004 com a Ponte Preta e livrou o Botafogo do rebaixamento em 2009. O treinador ainda comandou Guarani e São Caetano, além de times de Líbano e Arábia Saudita. Seu último trabalho foi na direção do CSA, de Alagoas.

A passagem pelo Palmeiras contou com uma classificação para a Libertadores. No entanto, um entrevero com Diego Souza durante jogo do Paulistão em Araras minou a continuidade do trabalho. Neste caso, o meia saiu de campo ofendendo o treinador após ser substituído de campo.

"Foi o episódio que culminou (na demissão). Acho que foi o primeiro grande desmando diretivo do Palmeiras. Nunca eles poderiam ter me demitido naquele momento, prevalecendo a indisciplina do jogador. Na minha análise, me comportei muito bem. Me ligaram do Japão, do Leste Europeu, para comentar. Imagina se eu saio na porrada com um jogador em campo. Agi como profissional. No dia seguinte, prevaleceu ele. Ficou afastado uns dois ou três dias e voltou", conta.

"Mas foi também uma coisa de mudança de diretoria. Saiu o Mustafá (Contursi), que tinha me contratado. O pessoal que assumiu era da mesma coligação, o (Afonso) Della Monica. Chegaram pensando em eliminar as coisas do Mustafá. Não mediram esforços para tirar a comissão técnica", acrescenta o treinador, que espera voltar a trabalhar no primeiro semestre de 2015.

Taça das Bolinhas: Entenda a polêmica sem fim

Atualmente a Taça das Bolinhas se encontra guardada em uma agência da Caixa Econômica Federal, em São Paulo. O banco foi responsável pela criação do troféu, para ser entregue de forma definitiva ao primeiro clube que fosse campeão brasileiro cinco vezes, ou então três vezes consecutiva.

A polêmica sobre o detentor definitivo surgiu no final de 2007. Com o quinto título brasileiro conquistado, o São Paulo passou a brigar pela posse da taça, enquanto que o Flamengo alegava ser o legítimo merecedor dela, em razão das conquistas de 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992 - embora a de 1987 não fosse reconhecida pela CBF.

Naquele ano, o torneio nacional foi organizado pelo Clube dos 13 e substituiu o Brasileiro, ganhando o nome de Copa União. Mas, com o campeonato em curso, a CBF determinou que os vencedores dos módulos verde (Flamengo e Internacional) e amarelo (Sport e Guarani) deveriam se enfrentar em um quadrangular.

Após a recusa de Fla e Inter de participar da extensão do campeonato, mantendo a decisão do Clube dos 13, o Sport bateu o Guarani e foi declarado o campeão (no início do torneio, o módulo amarelo era encarado como uma espécie de Série B).

Uma sentença de 1994 estabeleceu o clube pernambucano como campeão de 1987. Em 2011, no entanto, a CBF reconheceu os cariocas também como vencedores daquela temporada, mas acabou desautorizada pela Justiça. O Flamengo então recorreu ao STJ, mas foi derrotado em abril deste ano. Os rubro-negros ainda podem apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância do Poder Judiciário no país.  

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