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ATÉ HOJE, OS BELO-JARDINENSES JÁ PAGARAM MAIS DE 6 MI EM IMPOSTOS E A CIDADE ESTÁ AFUNDANDO

Nessa madrugada de 20 de abril, em apenas 110 dias passados do ano, o belo-jardinense já pagou mais de R$ 6 milhões de reais em impostos... Mais informações »

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TV JORNAL FAZ MATÉRIA EM BELO JARDIM, SOBRE A MORTE DA GAROTA MARIA EDUARDA POR NEGLIGÊNCIA DO HOSPITAL , ASSISTA

No último sábado (14), a pequena Maria Eduarda faleceu por negligência do Hospital Júlio Alves de Lira. A garota deu entrada na unidade hospitalar quatro vezes... Mais informações »

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EX-VENDEDOR DE PICOLÉ REALIZA SONHO DE SER POLICIAL MILITAR

Depois da aula de encerramento do Curso de Formação e Habilitação de Praça (CFHP), o soldado Martins, 26 anos, postou em sua rede social uma foto que remetia sua história... Mais informações »

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TRF-4 NEGA RECURSO E MANDA PRENDER JOSÉ DIRCEU

Ex-ministro foi condenado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro... Mais informações »

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A CONDENAÇÃO DE INELEGIBILIDADE DE HÉLIO DOS TERRENOS POR OITO ANOS, FOI DESTAQUE NA MÍDIA ESTADUAL, CONFIRA

A noite de ontem não foi nada bem para o prefeito Hélio dos Terrenos. Depois de amargar na cidade e na internet, a notícia de sua condenação a inelegibilidade... Mais informações »

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Foto: Paula Cavalcante/ G1

Há 26 anos a velha cidade de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, foi inundada para a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Após a inundação, apenas o topo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus ficou visível. Hoje, por conta da estiagem, o volume do Lago de Itaparica reduziu e praticamente metade da estrutura do templo pode ser visualizada. As algarobas ao redor da construção também podem ser vistas, bem como uma caixa d'água de uma escola da velha cidade. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) informa que o volume útil da barragem atualmente é de aproximadamente 16%. No último período chuvoso, o armazenamento máximo do reservatório de Itaparica foi de 44,3%.

A situação prejudica as principais atividades econômicas do lugar. A agricultura, baseada na fruticultura irrigada, registrou uma baixa na produção. Dos aproximadamente 2.000 agricultores, praticamente todos tem a terra mas não estão plantando mais nada. "As estações de bombeamento dos perímetros irrigados já não conseguem captar a água suficiente para atender a demanda dos plantios que existem. Isso já paralisou a produção do município e apenas fruteiras que já estavam produzindo continuam a produção", explica ao G1 o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Pesca, Rogério Viana. Para a agricultora Joana Nogueira fica a tristeza de não poder continuar o cultivo. "Tenho minha propriedade e sou impedida de plantar no meu próprio lote porque não é garantido a água", conta.

Veja galeria de fotos registradas no Lago de Itaparica, clicando aqui.

Na piscicultura, os pescadores tiveram que se adaptar ao novo nível da água. Segundo o secretário, 90% do que se produz de peixe é em tanques, redes ou gaiolas que são colocadas dentro do lago. Esses equipamentos são colocados em lugares pré-determinados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Porém, por causa da estiagem, eles precisam ser levados para locais de maiores profundidades, que tenham mais oxigênio. Com isso, os custos da produção são elevados e muitos peixes não se adaptam e morrem. "Antes quando ela [barragem] tava cheia, nós pegava até uma tonelada de peixe aqui. Por semana. E hoje em dia para você pegar 150 quilos dá trabalho para você pescar. Nós pegamos 150 quilos agora, no período de uma semana", lamenta o pescador Reginaldo Campos dos Santos. Tô pedindo a Deus que é para que o lago encha de novo que é para nós pegar mais peixer de novo, né?", desabafa.

A prefeitura realiza algumas ações para minimizar os efeitos da seca. "Temos disponibilizado equipamentos para abertura e limpeza de canais de aproximação, para que os agriculutores irrigantes consigam captar a água. Estamos articulando um grande encontro de instituições para discutir a situação atual. Ver quais são as perspectivas de chuvas. E quanto pretende-se baixar o nível do lago para que em cima disso possa ser feito um planejamento. A gente trabalha também com a hipótese das chuvas serem insuficientes e chegar ao caos, numa situação que a agricultura irrigada tenha que parar", observa o o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Pesca. Já em relação à pesca, uma reunião está marcada com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para definir ações.

As comunidades rurais também sofrem com a estiagem. A agricultora Lucicleide Maria do Nascimento trabalha em uma produção agrícola mas não cultiva nada em casa. Ainda assim, a família dela tenta controlar a quantidade de água utilizada para consumo humano, pois a localidade costuma ficar até três dias seguidos sem o líquido até para beber. "Tem que economizar bastante para não faltar. Quando a água chega nós colocamos em uma caixa d'água para ir usando", diz.

Fonte: G1 Caruaru

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